terça-feira, 18 de maio de 2010

Entre lesões e razões a saída é confiar.

Luis Fabiano

Hoje liguei a televisão e fiquei impressionado com tantas noticias. Uma delas, me preocupa bastante, apesar do Dr Runco (médico da seleção brasileira) achar que não passa de uma simples lesão. Faltando pouco mais de 20 dias, Luis Fabiano ( o homem gol, segundo Dunga) e Kaká ( esse sim salvação), ambos com uma luxação na coxa. Poxa, até ai tudo bem. Mas o que mais me intrigou, foi ouvir da boca do nosso futuro goleador que, o seu pensamento é estar bem para a primeira partida, não importando se estará 100%. Bom, não sei, acho que Dunga sempre tem uma carta na manga nessas ocasiões. Se não, teremos que escrever definitivamente com um Grafite. Vamos esperar.

Libertadores

Hoje pela libertadores o Libertad venceu o em casa o mexicano Chivas de 2 a 0. Mesmo com a vitória, o time paraguaio não avança para a semi.
Consegui assistir o primeiro tempo inteiro do jogo. Digo com clareza que a facilidade que o Chivas tem de jogar em casa não é a mesma que ele tem para jogar fora. Jogo feio, truncado, sem contar com o penalti que o juiz não deu para o Libertad, isso ainda estava 1 a 0. Mas enfim, o Chivas aguarda o confronto entre Flamengo (vai pra cima deles mengão) X Universidad. Quinta-feira se eu estiver em boas condições (psicológicas), relatarei alguns fatos importantes do jogo. Lembrando que amanhã ainda tem São Paulo x Cruzeiro - Santos x Grêmio, sobre os dois, promete tecer algum comentario sobre o jogo.

domingo, 9 de maio de 2010

Não sou tão imbatível.

Olá galera, tudo bem? Ontem ví o final do jogo entre Botafogo x Santos. Declaro aqui que o Botafogo está se ajeitando na temporada. Um time que venceu o carioca e que tem o folclórico técnico Papai Joel Santana, não vai fazer tão feio como a temporada passada.. "El Loco" não fez nada na partida, disse um tio meu que acompanhou o certame inteiro. Herrera, nos poucos tempos que acompanhei, jogou muito, Argentino né, sabe como é, correu em todas as bolas, brigava, levou um cartão amarelo de tanto reclamar, típico.

Ontem vi claramente que o time do Santos não é tão imbativel assim, principalmente se a gente levar em conta a sua defesa. Vamos fazer a conta? Levou cinco gols do Santo André, levou cinco gols do Atlético Mineiro e levou 3 gols do Botafogo. Sim, é claro que virá alguns e vai dizer que nesses todos, tirando o Botofogo, o Santos saiu vitorioso. Mas se pararmos para pensar, os dois mata-mata, tanto a final Paulista, quanto a Copa do Brasil terminaram empatados Se levarmos isso em consideração e se a equipe do Santos continuar com, fazer 3 e levar 3, não sairá do lugar. Acho muito boa a equipe do Santos, não disse em nenhum momento que era ruim, mas Dorival Junior precisa urgentemente pensar em algo para diminuir esse gols tomados.


O jogo de ontem mostrou tambem que alguns reservas do Santos podem fazer a diferença, como Wesley, Zé Eduardo e Madson. Jogadores novos e que vão ajudar o Santos no decorrer do campeonato.
Hoje, irei assistir o jogo de reservas entre Flamengo x São Paulo. Mais tarde citarei alguns momentos desse jogo que não valerá nada entre as duas equipes (a principio), já que estão concentradas na Libertadores da América. Mais tarde eu volto, fui.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ano de centenário, mas nada de diferente.

Logo após a eliminação do Palmeiras na Copa do Brasil, comecei a me concentrar para o jogo mais importante da noite. O clássico das multidões.

Diria antes do jogo que ambas as equipes tinham que dar o máximo para continuar na competição. Uma, por que o Corinthians tem um dos melhores times do Brasil. Dois que o contrato é mais caro já visto no futebol brasileiro, sem contar com a esperança de “peso” dos gols de Ronaldo.

Flamengo também não estava tão longe, tem dois jogadores nível de seleção brasileira, um ataque forte e que custa muito mais do que o time pode pagar. A derrota para qualquer uma das equipes, poderia ser a gota d´agua para um possível desmanche.

O jogo começa e Flamengo dá muitos espaços para o Corinthians poder atacar. Hoje assistindo a um programa esportivo vi o ex jogador Sócrates comentando: “Se você quer que o time faça gol é só deixar-lo jogar. Não existe essa de dar espaço para jogar no contra-ataque”.

Foi exatamente essa a história do primeiro tempo. Flamengo dava milhares de chance para o Corinthians chegar e reverter tudo que o time carioca tinha feito no maracanã. Não deu outra, primeiro cruzamento de perigo, David faz gol contra, com um leve toque de mão do Ronaldo, que não estava impedido e sua mão de nada atrapalhou o continuar do lance.

Entre um lance e outro via-se um Léo Moura apático, um Willians perdido, sem capacidade de botar a bola no chão. Adriano não “jogou” o primeiro tempo. No único lance de perigo, deu um corte justamente para o seu pé ruim (direito), e quem disse que teve a coragem de chutar?

O jogo ia caminhando e o Flamengo não se encontrava em campo. O Corinthians queria mais um, pois 1 a 0 levaria o jogo para os pênaltis.



Leia como se estivesse ouvindo de um locutor:

- Dentinho pega a bola na lateral, passa de um, dá um belo cruzamento de três dedos, David falha, GOLLLLLLLLLLL, do Corinthians. Ronaldo é o nome dele.



Nesse momento não me passava nada em mente. Juro que pensei em desligar a televisão e acreditar somente nos foguetórios do meu vizinho que é flamenguista. Mas não, o gostoso é sofrer até o ultimo minuto do jogo.

Antes de começar o segundo tempo, tinha a clareza que aquele era o jogo do Pet. Vinicius Pacheco simplesmente andou em campo, não fazendo nenhuma jogada sequer de efeito.

Começa o segundo tempo e a entrada de Kleberson não me convenceu. Se o time precisava atacar, por que colocar mais um volante? Calma André, você não sabe o que está dizendo. Para Rogério, técnico do Flamengo, o time tinha que ter mais posse de bola. Logo aos 4 minutos, Kleberson dá um passe milimétrico para Love que marca e deixa o jogo com um gostinho especial.

Foram 40 minutos de sufoco e apuros. Depois do gol, acho que o time carioca deu uma relaxar e tentou fechar a partida no contra-ataque. Até conseguiu algumas oportunidades, mas nenhuma foi parar dentro da rede.

Aos 42 do segundo, um flash back veio à mente. Vocês se lembram da Copa do Brasil do ano passado? Internacional x Flamengo. Internacional teve uma falta quase na entrada da área e Andrézinho (ex Flamengo) cobrou e converteu, tirando o rubro negro da Copa do Brasil. Isso também aconteceu ontem, só que para desespero do Corinthians e alegria do Flamengo, Bruno fez uma excelente defesa, pegando a bola na ponta dos dedos.

Sendo assim o juiz apita e termina o jogo. Corinthians, ano de centenário dá adeus à competição mais importante da América com um time repleto de estrelas. Flamengo se contenta com a derrota, mas garante a sua classificação. Agora, estamos na esperança de revanche. Que venha o Universitário do Chile. Vai pra cima deles mengão.

Competência dos goleiros ou falta de empenho dos batedores?

Ontem comecei meu dia futebolístico vendo o certame entre Atlético Goianiense x Palmeiras. Na verdade, apenas o segundo tempo, já que o trânsito não me deixou chegar mais cedo em casa.

Logo que cheguei, vi um Palmeiras apático e sem um pingo de inspiração. Talvez a ausência da suposta “contusão” do Diego Souza deixou o time um pouco mais acanhado. Tentei entender também, o porquê do técnico Zago gostar e continuar jogando com um atacante apenas. Será que os jogos passados não mostraram que Robert fica isolado dentro da área?

Lincoln também não está me dando muita confiança. Jogador experiente, com um currículo invejável, que até agora não mostrou muita eficiência diante aos adversários.

Pois bem, o jogo continuava e via o bom desempenho do time goiano, talvez por que eles não tinham nada a perder e jogavam como se fosse uma Copa do Mundo. Não bastando o péssimo desempenho do Palmeiras, Pierre foi expulso corretamente por uma entrada. Pronto, empatando e sem um jogador. Marcão entrou em campo... Não o goleiro do Palmeiras, mas sim o atacante do Atlético. Estava sentado e ouvi meu primo dizendo, “esse vai dá trabalho”. Parecia premeditado, bola de cristal. Marcão entrou e fez o único gol da partida, esse que dava a possibilidade de levar a partida para os pênaltis.

Assim que acabou o jogo, comentei com um amigo que o Palmeiras tinha mais jogadores para definir a partida e que não sabia como o Atlético iria reagir durante as cobranças dos pênaltis.

O primeiro do Palmeiras a cobrar, foi Ewerton, que tinha entrado no segundo tempo, mas que não tinha feito nada de produtivo. Achei até que fosse errar, mas no fim, mostrou um pouco do faro de matador que anda adormecido. Márcio (goleiro do Atlético) foi o primeiro do time goiano. Como ele já tinha fama de goleiro artilheiro, não titubeou, fez o primeiro.

Ai sim, aconteceu o que eu nunca tinha visto nessa minha curta existência, 7 pênaltis batidos, e nenhum gol convertido. Marcos (goleiro do Palmeiras) fez defesas impressionantes, sem tirar o crédito de Márcio (goleiro do Atlético). Faltando os dois últimos batedores, Clayton Xavier, jogador que mais representou e deu o sangue na partida, infelizmente erra, dando a chance do Atlético fechar o jogo.

Com todos esses pênaltis não convertidos, uma coisa me veio à mente. Se os dois goleiros pegaram tanto, por que não bater no meio do gol? Não deu outra, a última cobrança do Atlético foi também e a última lembrança do Palmeiras, que acabou sendo desclassificado nas quartas de final da Copa do Brasil.

Mérito aos goleiros por proporcionar defesas incríveis, e angústia para os batedores que não conseguiram converter.




Cruzeiro

Não tive oportunidade de assistir o jogo do Cruzeiro x Nacional no Uruguai, mas uma coisa é certa, é o time brasileiro mais bem qualificado para ser campeão desse ano. Sabe por quê?

Por que tem um ataque matador, Kleber com seu faro imbatível de gol e Thiago Ribeiro com seu oportunismo.

Por que tem um Gilberto (ex lateral) que concorre a uma vaga na sua extinta posição na seleção brasileira, já que no Cruzeiro ele é meio ofensivo.

Por que tem uma dupla de volantes forte, marcadores e que quando querem saem para o jogo.

Por que tem uma defesa fechada, com um goleiro digno de ser um dos melhores do Brasil.

Teremos um confronto entre Cruzeiro x São Paulo nas quartas. Se o time paulista não abrir os olhos, dirá adeus a competição.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ídolo, não mais que isso.

Assim que São Paulo entrou em campo, os 43 mil torcedores já sabiam que o jogo de hoje seria mais fácil que semana passada, não vou negar, mas eu tambem. Só que logo após, parei, pensei e lembrei: “Calma, isso é libertadores e não qualquer campeonato”.

Universitário entrou em campo com o intuito de fazer um jogo amarrado, truncado. A oportunidade de fazer gol seria a única maneira para trazer cada vez mais o São Paulo para cima, mas como o time é ruim técnicamente, se contentou com o empate.

Primeiro tempo, surgiram poucas oportunidades para o Universitário e várias chances para o São Paulo. As vezes via Junior Cesar perdido no campo, e um Fernandinho um pouco fominha para ocasião. Foram mais de 3 bolas na lateral que ele “tentou” cruzar, ou o goleiro defendia ou batia na rede... pelo lado de fora.

Jorge Wagner, jogou aquele partida que só ele sabe fazer. Pegava a bola, parava, pensava e dava toque desconcertantes. Hernanes com seus dribles curtos, certas vezes lembrando um jogador de salão, mas nada disso adiantava. Acabava o primeiro tempo, e o empate em zero a zero persistia.

Começava o segundo tempo. Uma coisa certa que o Ricardo Gomes tinha que ter feito no primeiro tempo era colocar um Centro-avante. Não aguentava mais ver, não por que ele era incompetente, Dagoberto de costas para o zagueiro, mas sim por não ser sua função de origem, que é velocista e um grande driblador.

O jogo continuava e o Universitário atrás, apenas defendendo. Um time que levou apenas dois gols na competição e que até então estava invicto, continuava com a sua função, defender. Essa questão defensiva, em questão de valores e campeonatos muito mais alto, me lembrou Internazionale de Milão contra o Barcelona (segundo jogo). Nesse mesmo jogo, ouvi um dos comentários mais brilhantes, vindo de Mauro Cezar Pereira, comentárista dos canais ESPN, eis as palavras: “Internazionale esta mostrando que defender tambem é uma arte”. Dito e feito, vários ataques, várias oportunidades, bolas na trave, Fernandinho desperdiçando gol, algumas bolas perdidas e nada do São Paulo sair com a vitória. Enfim, depois de tanta labuta, penaltis, tudo que o Universitário queria.

Logo após o final do jogo, tinha uma noção que São Paulo não desperdiçaria as oportunidades nos penaltis, mas como disse no começo, isso é Libertadores.

Primeiro a bater é o Universitário, GOL.

Rogerio Ceni, idolo, mais de 900 jogos pelo time paulista que mais disputou libertadores. Pensei comigo, esse não erra, mas lembrei que nos ultimos penaltis, não era mais o idolo que batia.... respirou, partiu para cobrança, bela defesa do goleiro. Nesse momento, jantando em minha casa, larguei o prato de lado e fiquei olhando atentamente as outras cobranças.

Idolo não é aquele que só faz gols pela sua equipe, idolo não é aquele que vai livrar sua equipe ou algum jogador de levar um cartão. Ídolo é aquele que nos momentos de adversidades ele aparece, como um verdadeiro herói. Não deu outra, as duas outras cobranças do Universitário, Rogério Ceni, como um ídolo, um herói e um grande goleiro, defendeu brilhosamente as duas cobranças, dando oportunidade ao São Paulo fechar a partida com a cobrança do Dagoberto. UFA, enfim, estaria nas quartas de final, esperando o confronto entre Nacional –URU x Cruzeiro (primeira partida, Cruzeiro 3 x 1 Nacional). Amanhã volto mais com algumas considerações sinceras de jogos brasileiros.



André Luis – Integrante da banda de rock Rhox, estudante de Jornalismo, Flamenguista e um apaixonado pelo futebol.